sexta-feira, 26 de abril de 2013


A DIMENSÃO ESTÉTICA DO SER HUMANO




Uma obra de arte é um desafio; não a explicamos, ajustamo-nos a ela. Ao interpretá-la, fazemos uso dos nossos próprios objectivos e esforços, dotamo-la de um significado que tem a sua origem nos nossos próprios modos de ver e de pensar.


Arnold Hauser, Teorias de Arte


Para mais aprofundamento consulta este linK:

https://voicethread.com/share/4490795/

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Os jovens (ainda) sabem pensar :)


O sentido da vida humana não está logo inteiramente dado à partida. O valor da vida de uma pessoa dependerá do que ela fizer. A sua vida terá tanto mais sentido quanto maiores bens cognitivos, éticos ou outros, ela criar. Esta é uma ideia importante que explica, aliás, algumas das nossas intuições quando avaliamos a vida de um ser humano.

Contudo, se quisermos continuar a pensar que a vida humana tem valor em si mesma, a vida de Ghandi tem tanto sentido como a de Hitler. E se tudo o que contasse para o sentido da vida fosse o facto de as pessoas alcançarem os seus propósitos (o sentido subjetivo da vida), a vida de um assassino como Hitler teria o mesmo sentido do que a de um benfeitor como Ghandi. Só quando compreendemos que o sentido da vida humana é uma consequência dos bens objetivos que essa vida trouxe à existência, podemos explicar a intuição comum de que entre a vida de Hitler e a de Ghandi há uma diferença fundamental.

«É em princípio possível viver uma vida feliz, mas sem qualquer sentido se essa vida não cultivar valores objetivos. Todavia, parece realmente haver algo na psicologia humana que impede as pessoas de serem inteiramente felizes a menos que a sua vida tenha objetivamente sentido. Se assim for, esse será um acaso natural feliz, que permitirá chegar à vida plena de sentido se nos limitarmos a procurar a verdadeira felicidade.»

Um universo sem seres humanos é, à partida, um universo com menos valor não porque um deus tenha determinado a nossa existência, mas porque somos seres capazes de criar coisas que têm objetivamente valor. O sentido da nossa vida não nos foi entregue por uma qualquer divindade; a escolha está nas nossas mãos. Podemos viver uma vida com sentido procurando atingir finalidades como o conhecimento, o bem moral ou a beleza. Ou podemos viver uma vida fútil, egoísta, voltada para nós próprios, cega e insensível ao que se passa à nossa volta. É esta escolha fundamental que caracteriza, precisamente, a condição humana. Mas dessa escolha e da aposta em cultivar atividades com valor objetivo parece depender o sentido objetivo da minha vida e, por arrastamento, o provável sentido subjetivo da mesma. Logo, não gostaria de perder esta escolha e esta aposta.

Já descobriste o que te faz feliz?

"Felicidade é viver ao lado de quem nos faz feliz, e de quem nos ensina que amor é confiança."

Marcelle Melo
 
"Felicidade é viver ao lado de quem nos faz feliz, e de quem nos ensina que amor é confiança."

Marcelle Melo

sábado, 13 de abril de 2013

Os poderes e limites do conhecimento científico...

 

A ciência fez de nós deuses antes mesmo de merecermos ser homens.

 
 
- Comenta a afirmação apresentada a partir do seguinte vídeo:
 
 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

FILOSOFIA, MAYONESE E CAFÉ???



 
Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia

não são suficientes...Lembra-te do frasco

de mayonese e do café.

 

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, agarra num frasco de mayonese e esvazia-o...tirou a mayonese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam que sim.
Então, o professor pegou numa caixa cheia de caricas e meteu-as no frasco de mayonese. As caricas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de mayonese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam um unânime  "Sim !".
De seguida ,o professor acrescentou 2 taças de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
 
 

'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA

A VIDA'.

As bolas de golf são as coisas Importantes:

como a familia, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que te apaixona.

São coisas, que mesmo que se perdessemos tudo o resto, as nossas vidas continuariam cheias.


As caricas são as outras coisas

que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.

A areia é tudo o demais,

as pequenas coisas.

 

'Se pusermos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as caricas nem para as bolas de golf. 

O mesmo acontece com a vida'.

 

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

 

Presta atenção às coisas que são cruciais para a tua Felicidade.

 

TarefaS:  Procurar a definição de felicidade ( vide dicionário de filosofia).
Construir uma reflexão pessoal fundamentada sobre a temática da felicidade.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A vida tem sentido?


Uma das questões filosóficas mais frequentemente colocada prende-se com o sentido da nossa existência.
O vídeo publicado mostra como cada um de nós (seres humanos) questiona a sua existência à sua maneira e a pluralidade de sentidos que podemos atribuir à nossa vida.

E para ti? Qual é o sentido da tua existência? A tua vida tem sentido? Em que circunstâncias?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ESTUDAR FILOSOFIA


 
 



Pintura de Miró

Estudar Filosofia, como estudar outra disciplina qualquer, é uma atividade que exige esforço e método. Sem método, o esforço é ineficaz. Com método, a aprendizagem torna-se mais agradável e o sucesso mais fácil.

Para te ajudar a estudar melhor, oferecemos-te aqui algumas orientações metodológicas sobre a leitura, a participação nas aulas, a elaboração de trabalhos e a realização de provas.

 

 


-A leitura eficaz de um texto ou de um conjunto de textos processa-se, em geral em duas etapas distintas:

 

Primeiro deves ler por alto, fazer uma leitura rápida, dando particular atenção a títulos, esquemas, ilustrações e frases em destaque. O objetivo é saber de que assunto se trata e identificar os elementos mais importantes ou mais interessantes do texto.

Agora que já tens uma visão geral do assunto, chegou o momento de ler o texto em profundidade. Nesta segunda etapa, deves aproximar-te do texto, de forma cuidadosa e crítica, para compreender o que se diz e como se diz. A compreensão do texto é fundamental para elaborar corretamente esquemas ou resumos e para fazer bons comentários.

 

-Deves consultar o dicionário

 

A ignorância das palavras constitui o primeiro obstáculo à compreensão de um texto. Por isso, deves consultar o dicionário, sempre que encontres palavras cujo significado não conheces. Podes consultar um dicionário geral ou um Dicionário de Filosofia.

 

-Elabora esquemas e resumos

 

Os esquemas e resumos facilitam a aprendizagem e permitem revisões rápidas antes das provas.

Os esquemas são simples enunciados de palavras chave e podem ter a forma de índices, quadros, desenhos ou mapas. Representam grande economia de palavras e permitem visualizar facilmente o conteúdo de um texto.

Os resumos são reconstruções abreviadas do texto original, por palavras próprias do leitor, seguindo o plano e o pensamento do autor. Isto exige a identificação e o registo das ideias de cada parágrafo.

Atenção, resumir não é comentar. Um bom resumo diz apenas, com brevidade, clareza, rigor e originalidade, o que disse o autor do texto. O comentário vai além do resumo. Comentar implica:

 

.Compreender as ideias principais do texto e os argumentos utilizados pelo autor para defesa dos seus pontos de vista;

.Situar o texto na obra do autor e no seu comentário literário, histórico ou filosófico;

.Apreciar o valor das ideias apresentadas, comparando-as, por exemplo, com as ideias defendidas por outros autores a respeito do mesmo assunto.